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Chego à minha 13a. Copa do Mundo e sinto a mesma emoção de 1978 na Argentina, quando ainda era um lambari na reportagem, integrei a equipe de Osmar Santos e aprendi muito com Fausto Silva; Henrique Guilherme, os saudosos Roberto Carmona e Juarez Soares, além do restante da equipe que era Bambambä.

De lá para cá, cada Copa tem histórias emocionantes e especiais:1982 a cobertura da Itália com entrevistas exclusivas dos jogadores que estavam em greve com a imprensa italiana, 1986 no México, quando a Rádio Globo “arrendou” uma rádio em Guadalajara, 1990 com a entrevista exclusiva após a final com Franz Beckembauer dentro do hotel da seleção alemã, 1994 com os diversos furos dos jogadores convocados que chegavam para substituirem os machucados, 1998 e a entrevista exclusiva do Zagallo na véspera da final com a França, 2002, na primeira vez que cobri uma Copa em dois países e também a primeira Copa na Transamérica, 2006 na Alemanha com as denúncias de Weggis e a desunida seleção brasileira, 2010 quando parei de trabalhar três dias no meio da Copa da África para desfrutar de um Safari que foi bambambã, 2014 com a chance de viajar pelo meu país cobrindo um Mundial, 2018 na Rússia e a oportunidade de conhecer esse país soberdo e sensacional, pena que governado por um autocrata, 2002 no Catar, tudo fácil, tudo lindo, tudo pertinho…

E agora aqui

Nos Estados Unidos, depois de 53 anos de profissão e a emoção daquele moleque cheio de espinhas de Ribeirão Preto, agradeço à

Deus pelo que aconteceu

Sou feliz. Estou feliz.

Sou um privilegiado.

Márcio Bernardes

Jornalista, publicitário e professor de jornalismo.

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